sábado, 25 de dezembro de 2010

Prequela de um prefácio...?

Hum...
Bem. Eu vim fazer o que achava que era o certo a se fazer. Fiz. Em outras épocas eu até me daria ao luxo de ter orgulho de mim mesmo; talvez num tempo no qual eu ainda ligava para coisas. Não ligo mais. Sei lá, não é que eu tenha ficado totalmente indiferente, mas tem algo dentro de mim que se sente igual a uma puta barata no sexto programa da noite. Se antes já não tinha graça, agora nem faz mais diferença. Cumpri meu itinerário promíscuo. Acho que metade da graça morreu por que, para meu “espanto”, foi mais fácil do que eu poderia imaginar. Ok, tive que comer grama o suficiente para fertilizar um latifúndio, mas acho que isso é um efeito colateral das escolhas horríveis que fiz. Haha, escolhas... Agora sinto que deixo pra trás apenas um ou outro momento, glória dos condenados. Pessoas passaram por mim, mas não passei por elas. Os laços mais firmes se desataram pelo desgaste caduco. Sempre estive sozinho, não tenho mais dúvida disso. No fim, a única coisa que me entristece ao deixar pra trás não parece triste me vendo ir. Paciência.
Medo. Não do que está por vir, posto que me sinto depravadamente confortável ao ver meus planos se realizarem um a um. Tudo saiu e está saindo conforme o combinado entre minha mente e o pouco de esperança que me resta que ainda se atreve a fazer planos. Não. Meu medo é de que eu realmente tenha encontrado o curinga do meu baralho. Que aquilo tenha sido a maneira mais sutil possível de vir a mim, esfregar expectativas esquecidas no meu nariz e berrar: “Viu só como eu era real?!”. Medo de estar novamente entre o caminho correto e o atalho mais fácil.
O fato é que havia algo estranho no ar. A tensão, o desafio... se eu tivesse dado um passo diferente do que eu dei nada teria ocorrido daquela maneira. Sim, o que os outros chamam de “batalha cotidiana” pra mim soa como uma piadinha, uma hipérbole de que sempre viveu com medo. Fiz tudo e faço tudo que acho que tenho de fazer para merecer a vida que quero, e como disse Sinatra adaptando aquela música francesa... e eu fiz do meu jeito. Mas me incomoda a idéia de que não tenho escolha. Não que eu ainda faça parte da massa iludida dos que acreditam que se pode controlar totalmente a própria vida... As vezes ainda sinto um impulso de empreender uma jornada meio suicida, tal qual Morrison fez. Não farei isso. Mas sinceramente, pra quem não acredita em destino, deixa eu mostrar uma lista de estranhas coincidências...

Mas acho que ferrei com tudo novamente. Se o destino tem mais algum subterfúgio, estou aguardando e ele sabe onde me encontrar... Ou ao menos tenha clemência e pare de caçoar de mim.

1 comentários:

Informação disse...

olá, boa tarde
estou passando para agradecer o comentario feito em um dos meus blogs - cronicas poeticas - e tambem dizer que gostei muito de seus textos. de fato temos uma forma similiar de expressãoi textual.

tenha um bom final de semana e mais uma vez grato pelo elogio feito.
Att. Gabriel - infoandrade.blogspot.com