terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vento e fumaça

Não creio que qualquer coisa q escreva sobre mim neste blog seja de fato do interesse de outras pessoas. Na verdade, ainda não pude usar o blog para a finalidade que tinha em mente a princípio... Mas sei que logo o farei.
O fato é que.... Quanto mais eu reflito e entendo as coisas, mesmo que sejam poucas as que eu consigo aceitar após entender, mais eu vejo o quanto minhas crenças estavam corretas. E esse é o problema, posto que não há mérito algum em estar certo quanto a coisas erradas. Ainda que vadias e seus afins anos atrás tenham usado meu próprio passado para tentar me atingir, isso não muda o fato de que só eu realmente sei o que aconteceu. Na verdade, 8 anos se passaram desde que eu comecei a me obrigar a enxergar, a entender as forças, as razões, os caminhos que operam sobre a vida. Claro, não tenho a intenção de controlar meu "destino", pois afinal, destino foi a primeira coisa que compreendi, e é até reconfortante quando você realmente entende a diferença entre "predestinado" e "destinado à".
Toda essa balela existencialista de nada serve exceto para eu aparar pontas soltas. Detalhes de conceitos, valores e princípios nos quais me espelho. Ou seja, de valor nulo. E é exatamente por isso que são tão preciosos, por não valerem nada. Afinal, os últimos parâmetros de valoração que tive de engolir eram tão evoluídos quanto um câncer em fase de metástase.
Poeminhas e textinhos fofos não adoçaram o amargo que ainda insiste em subir pela minha garganta. É como se sentir meio que com uma cicatriz enorme que vive sendo reaberta, creio que é a melhor metáfora. Nem lembro mais ao certo como ela foi causada, as pessoas que causaram hoje tem tanta importância pra mim quanto Fernando Collor de Mello. O fato e o foda é que do blá blá blá tenho tentado extrair algo que preste. Afinal... trufa é na verdade um fungo que os porcos farejam. Acho q é aí que novamente mora minha sorte: Não preciso ficar repetindo e insistindo que minhas cagadas tinham um motivo plausível até que eu mesmo me convencesse. Só houve um momento no qual realmente ferrei com a vida de alguem, ainda q totalmente sem intenção. Ainda pago por isso de bom grado.
Andando pelas ruas de Caxias do Sul, vendo o sol, o ar gelado e a neblina encenarem um triunvirato, percebi o quanto sou livre, no sentido real da palavra. Posso ir pra qualquer lugar e fazer o que achar melhor pra viver. Tenho tudo o que preciso justamente por não precisar de quase nada. Mais de uma vez me dei, mas ao invés de como homem, fui visto como brinquedo. Conclusão: crianças se cansam fácil. Mas como um velho e finado amigo dizia quando discutíamos bullying, "se era assim quando criança, vira bandido ou puta antes do fim da adolescência". Se faz sentido ou não, ao menos a lembrança me diverte.
O teatrinho azedo que tendemos a armar com o intento de justificar valores e ações são um aviso sinistro de que estamos perdendo nossa vida num pântano de "humanice". Posso provar que a natureza humana não é violência animalizada, ou hedonismo mimado. Quem sabe um dia eu o faça. mas não agora.
Poxa... já nem lembro mais o que o amor realmente significa. Sinto amor ainda, por família e uns poucos amigos. Morreria por eles sem nem pensar duas vezes. Tenho a quem mas... algo esta errado a um bom tempo. Por 8 anos minha crença no amor verdadeiro e puro vem sendo subvertida. Ainda tenho os mesmos sonhos, ainda acumulo as mesmas cartas sem remetente. Mas...


Estou quase entendendo por completo. Quase dominando. Perto do ao longe numa lógica tão desconexa quanto divina.

1 comentários:

Sarah Freitas disse...

Gostei do seu blog de como escreveu..